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Este
artigo é uma continuação do artigo no qual
eu mostro passo-a-passo a criação de uma escultura
conceitual a partir de um esboço ou desenho.
O artigo é
introdutório e não um tratado definitivo. Assim, muitas
dúvidas surgirão e eu recomendo a prática para
aperfeiçoar a técnica. Não sou doutor nesses
assuntos, sou um curioso como você, assim não me proponho
aqui a fazer o artigo definitivo sobre algum assunto,
o que significa que nem todas as respostas que você quer estarão
aqui no artigo.
Ele cobre desde a concepção, execução,
fabricação de um protótipo, de um molde e cópia
da peça em resina e é útil tanto para pequenos
animadores de stop motion ( já que saber fazer um molde é
pré-requisito para poder fazer determinadas animações
profissionais de stop motion. -Aguarde! Em breve num próximo
artigo) tanto quando modelistas e designers industriais.
Suponha que
você é incumbido da tarefa de fazer um carro supermoderno.
Não há muita complicação no processo
de modelar a carroceria, mas como fica quando você precisa
fazer as calotas, pneus específicos, rodas e peças
padronizadas e exclusivas do teu modelo que devem ser rigorosamente
iguais e não se encontram à venda? Pois é.
Esculpa e duplique.
Já imaginou o problema que seria se você fosse contratado
para uma série de peças comissionadas para uma grande
empresa da fabricação de brinquedos, onde ela precisaria
de um esquadrão inteiro de soldados? Olha que tremenda utilidade
seria fazer uma estrutura básica e duplicar, para perder
tempo apenas com os detalhes que realmente importam!
O presente artigo cobrirá efeitos adicionais, como iluminação
em partes da peça. Muito útil para maquetistas e designers
conceituais que gostam de surpreender o cliente.
Neste artigo
trataremos de conceitos que são úteis para designers
de efeitos especiais e props, como armas, objetos de cena (sobretudo
os que estouram, explodem e se espatifam) e fabricação
de peças para coleção. Uma vez que você
compreenda e domine o processo simples da duplicação,
você estará apto a fabricar e vender os seus modelos,
bem como copiar modelos comerciais para uso próprio. Mas
evite virar um clonador de peças comerciais caras, pois pode
dar problemas de copyright, já que isso é pirataria.
Apesar de ser
uma continuação, eu optei por dar um caráter
totalmente novo a este artigo, desvinculando-o da última
peça, que foi produzida inteiramente a partir da imagem de
um robô desenhado pelo renomado designer conceitual Feng Zhu.
Fiz isso porque nem sempre as pessoas lêem as coisas na ordem.
Assim, abordarei aqui a construção de uma escultura
usando o mesmo material do artigo anterior, a massa Super Sculpey.
Se você ficou interessado na massa e quiser saber mais sobre
massas, há mais um artigo em que eu falo um pouco sobre elas.
Para comprar, entre em contato comigo.
Mas já
que muita gente manifestou interesse, vou dar uma falada rápida
aqui sobre esta massa que usarei.
Bem, a massa que trabalho geralmente é conhecida como massa
de polímero. A massa de polímero ou polyclay é
essencialmente um composto de microscópicas partículas
de policloreto de vinila, ou como é vulgarmente conhecido
este plástico, o PVC, que são emulsionadas com uma
substância derivada de petróleo, ceras especiais e
destilados químicos secretos.
O polyclay é
uma massa parecida com massinha (plastilina) que pode ser assado
no forno caseiro, e assim os destilados de petróleo se evaporam
fazendo as pequenas partículas de PVC se agruparem, formando
um maravilhoso material que se assemelha ao plástico e a
madeira, altamente resistente, que pode ser serrado, cortado, furado,
lixado e pintado.
Há muitos
tipos e fabricantes diferentes de polyclays. Eles variam de acordo
com a necessidade especial do artista (há os que viram borracha,
há os que ficam rígidos, há os que viram borracha
escolar, os que brilham no escuro, etc.) e a sua capacidade de compra,
pois os valores também oscilam muito, em geral acompanhando
os valores do petróleo e do dólar. Não há
polyclay nacional ainda. Tudo é importado.
Mas como eu
ia dizendo, eu resolvi fazer algo novo para este artigo, afinal
não haveria novidade rever como foi feito o robô, pois
isso já havia sido mostrado no artigo anterior. Neste especialmente,
eu optei por algo mais na moda. Enquanto escrevo este artigo, o
segundo filme da saga STAR WARS está pra estrear no Brasil.
Assim, não vou contar o filme, mas todo mundo sabe que o
mestre YODA, um jedi alienígena poderoso de aproximadamente
900 anos finalmente mostra seu estilo, e luta usando um inédito
sabre de luz.
Não
tive dúvidas de que uma peça com o grau de dificuldade
que eu necessitava seria justamente a que mostrasse Yoda, empunhando
seu sabre de luz em uma pose que refletisse seu caráter solene
e ao mesmo tempo desafiador.
Bem, resolvo fazer isso após ler um email (na verdade tenho
a idéia justamente enquanto leio) de um designer que gostou
o artigo anterior.
Marco a hora,
pois é sempre bom estimar o tempo de trabalho. Faço
isso por duas razões. A primeira é aferir se minha
velocidade de escultura reduziu ou aumentou (em geral, logo que
um iniciante começa ele leva muito tempo, até dias
para completar uma peça. Com a prática este tempo
cai dramaticamente). E a segunda razão é que se eu
for contratado para uma escultura comissionada, preciso ter uma
noção de tempo/trabalho para definir valores. Isso
é muito útil. Se você nunca fez, faça.
Até mesmo no processo de modelagem em 3d. É sempre
fundamental que você se conheça. Como diziam os mestres
da guerra do Japão feudal, se o general não
conhece seu exército ele perderá todas as batalhas.
Novamente, a primeira coisa que eu fiz foi estudar a melhor pose
para a peça. Isso evitou muito desperdício de tempo
posicionando e reposicionando o esqueleto da mesma.
O resultado
melhor eu obtive com uma pose pré-combate que retirou muito
do movimento que eu pretendia para a peça, mas que acrescentava
alguma dignidade extra a um coroa de 900 anos. Além do mais,
estar de pé portando o lightsaber aceso e meio de lado sempre
foi praticamente uma pose compulsória para se
retratar um jedi...
Usei papel e
lápis para traçar esboços da melhor pose. É
neste momento que detalhes podem ser acrescentados e subtraídos
sem dor. Minha idéia inicial, como se pode ver pelos desenhos,
era fazer uma versão do Yoda. Não necessariamente
a mesma do filme. Mas me contive da empolgação de
alterar o mesmo em demasia, pois poderia gerar problemas, como o
de as pessoas não associarem a figura do Yoda ao boneco e
até mesmo a alteração excessiva poderia acabar
parecendo um subterfúgio para alguém que não
conseguisse esculpir exatamente o Yoda que todos conhecem. Então,
mudei os planos e parti para o clássico Yoda.
Não foi
muito difícil obter referências. O problema maior foi
obter boas referências, pois muito do que se vê na net
sobre o Yoda são imagens ruins, em baixa resolução
onde o rosto aparece com poucos detalhes. Por sorte eu já
havia feito o Yoda antes, mas em tamanho real para um projeto animatrônico
de efeitos especiais, e me lembrava de muita coisa da anatomia do
rosto do pequeno ser. Assim, praticamente esculpi de memória.
Com a tradicional
base de madeira, iniciei o trabalho de escultura. Da última
vez eu mencionei, mas falei pouco sobre ela. Eu uso uma ma pequena
placa de aglomerado ou compensado de dois centímetros de
espessura. Nesta base, faço furos para enfiar o arame de
aço. Muitos artistas usam uma base própria para a
maioria de suas peças. Devido à necessidade de mudança
de poses, eles costumam fazer numa placa dezenas de furos usando
uma pequena broca para madeira. Isso facilita bastante, porque não
é necessário furar a base para cada modelo. O furo
já está lá. É só passar o arame.
Facilita também na hora de reposicionar. Neste caso eu não
usei, mas você pode usar sem problemas.
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