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      2001: O ano do Mangá no Brasil    
   

    por Sandra Monte

   
         
   
 

Alguém ainda duvidada da força dos olhos grandes?

Este ano de 2001 foi um tanto sombrio em uma contextualização mais ampla. Além de vários falecimentos de pessoas ilustres em suas profissões - Mario Covas, Jorge Amado, Adhemar Ferreira da Silve, George Harrison entre tantos outros - houve os dois primeiros grandes crimes do nosso século. Os atentados terroristas do dia 11 de setembro nos Estados Unidos e a posterior retaliação norte-americana ao Afeganistão.

Juntando tudo isto, ainda existe o fato da economia mundial e nacional estar em um processo recessivo, causando muito desemprego e o agravamento da miséria mundial. Ruim? Não. Péssimo.

Contudo, nem tudo foi só tragédia. Nem tudo foi só fatalidade. Para os fãs de mangás - certo, um grupo pequeno em uma esfera de 160 milhões de pessoas no Brasil - tiveram o que comemorar. Em um processo que se iniciou no ano 2000 com Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco da editora Conrad, muitos outros mangás vierem em seguida. O sucesso destes dois contribuiu para o interesse de outras editoras para este mercado.
A editora Mythos trouxe o chamado mangá híbrido - mistura do estilo japonês com o americano. Dirty Pair, Guerreiros Errantes, Superalmanaque Mangá são apenas alguns exemplos. A Escala veio com seu Jovens Guerreiros. A Animangá, mesmo com uma insistente demora em sua publicação, continuou a publicar Ranma1/2.
Pela Trama, Holly Avanger continuou a ser o destaque nacional.

A própria Conrad, vendo o êxito de suas "estrelas", trouxe outros trabalho como Preto e Branco e um dos maiores clássicos da década passada: New Genesis Evangelion.

Porém, provavelmente o maior feito veio pelas mãos da JBC. Com quatro mangás publicados quase que simultaneamente, a JBC trouxe o pouco conhecido Video Girl Ai, o "global" Card Captor Sakura, Guerreiras Mágicas de Rayearth e Samurai X, talvez o mais aguardado dado o entusiasmo dos leitores em fóruns e mail list. E claro, não podemos nos esquecer dos Combo Rangers, trabalho que surgiu na internet e foi para as bancas.
Com tantas publicações, o Brasil entrou - ou esperamos que tenha entrado - definitivamente no contexto mundial de publicações de mangás, mostrando-se um forte mercado consumidor. Para 2002, além do já confirmado Vagabond da Conrad, muito se especula com Love Hina. Nada concreto até o momento. Esperamos que mais mangás surjam em nossas bancas. Alguns japoneses e quem sabe, tantos outros nacionais. E que estes consigam permanecer no mercado.

Mas, o mais importante, que tais lançamentos não sejam ofuscados por fatos tão negativos como os que ocorreram em 2001.

Links:
http://www.heroi.com.br

http://www.ehenshin.com.br

Sandra Monte No mundo dos mangás e animês há seis anos, participou de eventos, cursos sobre dublagem, fez cosplay, matéria para revista AnimeDo 2000 e hoje faz parte da Equipe Netmals.

E-mail: monte@escritor.zzn.com

 
   
             
     
     
     
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