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Quem
é fã da animação japonesa, conhece um tipo de serviço muito comum,
fornecido por muitos grupos e fã-clubes. Os fansuberes são
organizações que traduzem e legendam os desenhos que não estão passando
na televisão e nem existem em vídeo.
Teoricamente, os fansuberes seguem algumas regras como não vender
as fitas já tenham uma licenciadora no Brasil. Na teoria, estes
grupos não visam o lucro. Mas, será mesmo verdade? Mesmo com a argumentação
de que os fansubeiros gastam cerca R$ 3 mil em equipamentos, manutenção
dos mesmos, gastos com matrizes, que podem ser DVD ou LD e tempo
com tradução, será mesmo este é um trabalho única e simplesmente
para o bem dos fãs de animês?
Provavelmente, o indivíduo que possua tal equipamento, comprou-o
também para outros fins. Certamente, a primeira pessoa a se beneficiar
com tais aquisições é o próprio fansuber ou o dono do material.
Ele poderá usar estes maquinários para outras atividades, e poder
usufruir de produtos que nenhum outro fã possui. Afinal, a junção
de tudo isso não pode ser visto como gastos.
Agora, lembremos que tudo, absolutamente tudo em uma fita de fansuber
é paga. Desde a própria fita, que custa em média R$ 9,00, até os
adesivos e o próprio sedex. Tudo se paga. Mas, será que se compradas
em grande quantidades as fitas VHS não sairiam mais baratas? E por
que os fansuberes não trabalham no sistema EP? Se é para o bem dos
fãs, qual o problema? Em vez de dois ou três episódios em uma fita,
em um sistema EP poderíasse ter muitos mais episódios gravados.
Os fansuberes alegam que o sistema EP deixa o trabalho com qualidade
inferior. Mas, não seria o caso colocar uma escolha para o usuário?
Além disso, muitos fansuberes cobram recursos "extras" como filiação
para a utilização de seus serviços.
E, é bom frisarmos que muitos destas organizações já existem há
anos, tempo suficiente para pagar tudo o que foi exposto aqui.
Os trabalhos de muitos fansuberes se tornou algo tão lucrativo,
que muitas destas organizações tem espaços para exibições cobradas.
Mas, daí, também se utilizam da desculpa do aluguel do local de
exibição para a cobrança dos ingressos. O mais curioso é que os
fansuberes nunca dão verdadeiras satisfações sobre suas contas para
os usuários. Se fazem trabalhos sem fins lucrativos, porque não
divulgar?
Mas, após toda esta exposição, eis a questão: é errado os fansuberes
cobrarem pelos seus serviços? Todos os fansuberes são exploradores
que aproveitam da ingenuidade dos muitos jovens ou de quem não tem
recursos para comprar uma fita original? A resposta para ambas as
questões é não.
Não é errado cobrar pelos serviços prestados, já estamos em um mundo
capitalista. Contudo, que certos fansubeiros não posem de "salvadores"
dos fãs. Que deixem claro seus "reais" gastos, mas principalmente,
que deixem visíveis os seus lucros.
E claro, nem todo fansubeiro tem como marca a exploração. Muitos
fatalmente devem zerar suas posições não tendo nenhum lucro e nenhum
prejuízo. Mas, graças ao trabalho não muito correto de alguns, os
outros, os que verdadeiramente devem ralar muito em seus serviços,
também sofrem as dúvidas de muitos fãs, que não confiam nestas organizações
Que os fansuberes procurem e façam um trabalho aos usuários, mas
sempre procurando informar a verdade para os mesmos, não omitindo
nada. Nem prejuízo e nem lucro
Sandra
Monte, no mundo dos mangás
e animês há seis anos, participou de eventos, cursos sobre dublagem,
fez cosplay, matéria para revista AnimeDo 2000 e hoje faz parte
da Equipe Netmals.
E-mail: monte@escritor.zzn.com
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