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DOSSIÊ: Crise nas Infinitas Terras 
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Post DOSSIÊ: Crise nas Infinitas Terras
(Este dossiê foi originalmente publicado na "Heróis Point Brasil", em 2000)
1. A História da estória

Essa edição da minha coluna será dedicada ao maior evento ( na minha humilde opinião ) que já presenciei no mundo dos quadrinhos: Crise nas Infinitas Terras. É a estória ideal - preenche o nosso imaginário enquanto leitores dedicados de quadrinhos - mundos em destruição, o tempo em colapso, lendas morrendo, céus escuros e tudo o que temos direito. Diversão a toda prova. De um lado tínhamos os heróis e de outro um elenco de apoio respeitável que imprime veracidade à série (a população, os humanos que morreram e o sem número de heróis do segundo time e, é claro, os vilões) que se proliferam nas páginas.

Para quem não conhece a estória: Crise nas Infinitas Terras foi uma maxi-série em doze partes publicada em 1985/1986 com o objetivo de condensar os múltiplos universos da DC em apenas um. Simplificando - CRISE é, sem sombra de dúvidas muito importante para que se possa entender a continuidade do universo DC, nos últimos anos do século XX, como também possivelmente é o mais importante crossover de todos os tempos; além de ser uma MARAVILHOSA história.

2. Por que a DC entrou em CRISE?

Entre os anos 30 e 50 a companhia que viria a se tornar a DC publicava um grande número de títulos de super-heróis, apresentando personagens como o Super-Homem e o Flash (Jay Garrick); muitos deles eram membros da Sociedade da Justiça da América. Essa época viria a ser conhecida como Era de Ouro. Quando a popularidade dos heróis caiu, por volta da década de 40, fazendo com que apenas poucos personagens resistissem, um novo Flash foi apresentado: Barry Allen, inaugurando assim a Era de Prata dos quadrinhos. Barry adotara o título de Flash (II) pois quando criança lera gibis com Jay Garrick, o Flash (I). Flash II depois foi um dos membros fundadores da Liga da Justiça da América, ao lado do Super-Homem que ainda estava em circulação. Aí está o problema : Super-Homem esteve ao lado do Flash I e agora lutava ao lado do Flash II. No entanto para o Flash II, Flash I era apenas um personagem de ficção. Esse aspecto foi deixado de lado anos depois numa história-marco chamada "Flash de dois mundos". Nela, acidentalmente, Barry rompia a barreira vibratória que separava dois mundos e era levado a uma Terra alternativa, onde Jay Garrick vivia. A partir daí convencionou-se chamar a Terra da Era de Prata de Terra Ativa; e a que abrigava os personagens da Era de Ouro de Terra Paralela, além de duplicatas de todos os heróis da primeira; assim estava explicada a participação do Super-Homem na Sociedade da Justiça: era um outro Super-Homem, que viria a ser conhecido como Super-Homem I, ou da Terra Paralela.

O tão famoso multiverso da DC tem início dessa forma. No entanto, isso seria apenas o começo: A DC começou a incorporar aos seus domínios outras pequenas editoras e, conseqüentemente, outros personagens. Um exemplo clássico é a questão que envolve o Capitão Marvel. A DC ganhou esse personagem da Fawcett depois de uma longa briga judicial, pois a empresa alegava que ele tinha inúmeras semelhanças com o Super-Homem. Com a briga ganha a DC cria a Terra-S, para abrigar o personagem e todos os seus coadjuvantes.

O caos da continuidade era o paraíso dos argumentistas: heróis de várias épocas e mundos se encontrando, combatendo juntos!! Os fãs adoravam e as vendas aumentavam. Mas depois de quase três décadas o multiverso ficou incontrolável e algo tinha de ser feito, a continuidade da DC estava uma zona, os argumentistas tinham bagunçado as origens de muitos personagens. Enfim, algo tinha de ser feito. Então a DC convoca seus artistas mais conceituados na época, 1985, principalmente pelo trabalho elogiadíssimo com os Novos Titãs, o argumentista Marv Wolfman e o desenhista George Pérez, para darem início a um trabalho digno de todas as homenagens: a reestruturação do universo DC, de onde os principais heróis da editora ressurgiriam em todo o seu esplendor dos áureos tempos, com origens recontadas e tudo o mais. O desafio foi lançado: escrever uma história em doze partes, reunindo todos os personagens do universo de quadrinhos DC e que culminaria na destruição do Multiverso e no surgimento de um outro, único e coeso.

Mas Crise é também uma história que nos apresenta muitos novos personagens. O Monitor, um dos personagens chave de CRISE, surgiu originalmente para ser vilão numa história dos Novos Titãs. Ele catalogava as habilidades e fraquezas de heróis e vilões e vendia para criminosos. Surgem ainda: Pária, Precursora, Lady Quark e o jovem Alexander Luthor. A trama é gigantesca: todos os heróis e vilões são colocados frente a uma terrível ameaça, o Antimonitor, que poderia levar o universo à extinção. Ao final de batalhas épicas, tendo como palco a própria Terra, dimensões espaciais e o próprio momento da criação do universo. O embrião da história surge com Marv Wolfman, partindo do pressuposto básico de reorganização da continuidade da editora. A proposta é lançada e diretores e editores abraçam o projeto. Num primeiro momento o número de heróis que aparece não pode ser facilmente contabilizado; personagens aparecem e desaparecem a cada página e o objetivo principal é impedir a fusão dos universos. Na medida em que a estória avança as origens são reveladas, o plano do Antimonitor e tudo culmina na redefinição do universo. Surge na Aurora dos Tempos um universo unificado, que reúne elementos das várias Terras e acaba por configurar o novo universo DC. Nada havia existido antes de Crise!! É essa afirmação radical que torna possível o reinício das histórias de muitos personagens, como o Super-Homem que foi reformulado por John Byrne; Batman por Frank Miller; e a Mulher-Maravilha por George Pérez. E quem venceu a CRISE? Boa pergunta. É fato que Anti-Monitor foi derrotado, mas o colapso das Infinitas Terras não foi impedido. Além das mortes, inúmeros heróis foram arrancados de suas realidades, de seus entes queridos que se perderam no nada.

Uma republicação de CRISE foi preparada em Dezembro de 1998, com capa de luxo pintada por George Pérez e Alex Ross, no entanto, o que prometia ser um mega-sucesso acabou sendo um fiasco para a DC: erros de impressão, de cor, etc. Até que a empresa recolheu as cópias e as relançou em Fevereiro de 1999. Como nada é perfeito o universo reconstruído também entrou em CRISE e acabamos vendo um evento sem pé e sem cabeça; como ZERO HORA, que na minha opinião brincou mais uma vez com a continuidade e deu margens a intervenção de argumentistas malucos. Veja-se o caso da Mulher-Maravilha. Nas últimas histórias da heroína desenhadas por um certo desenhista brasileiro tiveram a, digamos, brilhante, idéia de mexer na origem fixada por Greg Porter e Pérez, irrepreensível e sem buracos. Mas tudo bem, só nos resta esquecer certas estórias e jogá-las no limbo do esquecimento. O que é bom e lógico se mantém. Prefiro não comentar ZERO HORA para que não seja necessário entrar em crise.


Crise nas Infinitas Terras - Mini série em três edições.
Argumento: Marv Wolfman
Desenhos: George Pérez
Arte Final: Jerry Ordway
Ed. Abril -1989

Artigo por :
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Paulo César Hiroshi Arashiro
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04 Mar 2007, 17:39
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Post CRISE NAS INFINITAS TERRAS #1
CRISE NAS INFINITAS TERRAS #1
(CR#1: A convocação; CR#2: O grande desastre; CR#3: Destruição, CR#4: Quando morrem os mundos)

Essa é a revista onde vários personagens aparecem e desaparecem com grande freqüência, somos apresentados aos personagens novos e que terão grande importância no desenrolar da série: o Monitor, a Precursora, o Pária, o jovem Alex Luthor, a Lady Quark, e o próprio Antimonitor, que aparece apenas como uma voz que ordena a destruição e planeja o fim de tudo.

A Onda de Antimatéria avança sobre os vários universos, e, logo no primeiro número, vemos a destruição da Terra-3, um planeta singular, pois nele só há um herói: Alexander Luthor, casado com Miriam Luthor. Os vários vilões desse planeta se autodenominavam Sindicato do Crime, que, no momento, final tentam salvar o mundo que tantas vezes tentaram conquistar. Pária, uma figura encapuzada e misteriosa, que aparece onde a destruição está próxima, surge.

Alexander Luthor, numa seqüência parecidíssima com o envio de Kal-el por Jor-el para a Terra, manda seu filho, antes do planeta se destruir, numa nave, para onde outros possam acolhê-lo, o bebê é resgatado e levado para o satélite do Monitor. Durante a passagem pela fenda vibracional que separa os universos, a criança se torna um misto de matéria e antimatéria, um pedaço dos dois universos contrários, alterando sua estrutura molecular e fazendo com que ele passa da infância à idade adulta em poucos dias.

A paisagem dos planetas é modificada: vemos terremotos, maremotos, vulcões em erupção, falhas temporais, céus vermelhos. O primeiro time é convocado pela Precursora, heróis e vilões de várias épocas e mundos, são eles : Solivar, Pirata Psiquíco, Flamejante, Psimon, Besouro Azul, Geoforça dos Renegados, Nuclear, Nevasca, Super-Homem da terra Paralela, Arion da Atlântida, Doutor Polaris, Manto Negro, Cyborg dos Novos Titãs, Vésper da Legião dos Super Heróis e um Lanterna Verde. A sua primeira missão é defender cinco dispositivos colocados pelo Monitor em cincos épocas e mundos diferentes para impedir o avanço da Antimatéria. Muitos são feridos em combate com as forças do Antimonitor, enquanto isso os outros heróis dos vários mundos tentam ajudar a população em pânico nas cidades, a CRISE chega na Terra Ativa e Paralela, não importando a época, até mesmo no século XXX, a Legião de Super Heróis luta contra as forças do Antimonitor. Heróis que não possuem poderes (como Batman e toda a galera de Gotham ; com ênfase para a Batmoça) questionam o seu papel e atestam sua impotência; mas a participação de todos é indispensável.

O Flash corre desesperadamente pelas várias linhas temporais tentando avisar sobre a catástrofe eminente. A Precursora foi dominada pelo Antimonitor e acaba por matar o Monitor, no final do quarto capítulo. É interessante notar uma falha de argumento que só foi percebida quando a revista já estava na gráfica, o capítulo três termina com a Precursora ameaçando o Monitor, e quando o quarto capítulo começa esse fato é esquecido.



Crise nas Infinitas Terras - Mini série em três edições.
Argumento: Marv Wolfman
Desenhos: George Pérez
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04 Mar 2007, 17:40
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Post CRISE NAS INFINITAS TERRAS #2
CRISE NAS INFINITAS TERRAS #2
(CR#5: Mundos no Limbo; CR#6: Terra em Agonia; CR#7: Muito Além da noite silenciosa; CR#8: Mais veloz que a morte)

O Monitor já previa sua morte e com ela foram liberadas energias necessárias para que os dispositivos colocados por ele e defendidos pelos heróis fossem ativados. A ameaça da Antimatéria está por hora contida. O objetivo é fazer com o universo torne-se apenas um como deveria ter sido desde a Aurora dos Tempos. Surge um Limbo, um subuniverso onde a Terra Ativa e Paralela estão separadas apenas por uma vibração que diminui constantemente e que acabará por fundí-las e destruí-las.

Lyla, Alex Luthor e Pária convocam Lady Quark, a última sobrevivente de seu planeta destruído pela onda de antimatéria, os dois Super-Homens, Tio Sam, o Capitão Marvel e o Besouro Azul; representantes de seis universos, cinco dos quais ainda vivos, para explicaram a origem da Crise. Tudo começa em OA, lar dos Guardiões do Universo, uma civilização avançadíssima onde Khrona, um cientista, tenta descobrir a origem do universo. Quando ele está vislumbrando a Aurora da Criação, uma rajada cósmica atinge sua máquina e se forma um universo de antimatéria, e pior o que seria apenas uma duplicação acaba gerando também um Multiverso Positivo. Nessa criação surge o duplo de OA, o planeta QWARD, ambos elementos contrários e de onde surgem o Monitor e o Antimonitor. Ambos empreendem uma batalha de um milhão de anos até que, após um ataque ambos ficam imóveis e inconscientes.

Numa das múltiplas Terras, Pária era um cientista que também estava tentando descobrir a origem do universo, para tal ele cria uma câmara que permite que ele veja a gênese de tudo. Porém ao vasculhar os mistérios é desencadeada uma reação que destrói todo o seu universo. Só ele se salva dentro de sua câmara. A explosão reverberou pelos universos e acordou o Antimonitor, como também o seu contrário. O Monitor percebendo os planos de seu irmão, construiu um satélite onde catalogou os heróis e vilões de todos os universos para quando chegasse a hora eles pudessem deter os planos do Antimonitor. Pária é condenada a ir para onde a destruição está acontecendo e o Monitor o acompanha. Numa de suas viagens encontra Lyla vagando no mar, tendo sobrevivido a um acidente de barco que matou sua família, sendo assim ele a treina para ser sua ajudante.

Esclarecido tudo isso, são reunidos os maiores heróis dos planetas, aqueles com muitos anos de experiência, entre eles estão: Supermoça, Raio, Capitão Átomo, Capitão Marvel, Nuclear, Mulher-Maravilha, Ajax, Doutora Luz, Mon-el, Doutora Luz, Lanterna Verde. Alexander Luthor torna-se um túnel através do qual os guerreiros passam para atingir o universo de Antimatéria, sendo guiados por Pária. Seu objetivo é invadir a Fortaleza do Antimonitor e destruir as máquinas que estão diminuindo a vibração que separa as Terras. É difícil atingir esse objetivo: muitos são feridos no caminho e apenas o Super-Homem e a Doutora luz conseguem ultrapassar os obstáculos. Quando o Super-Homem está prestes a destruir as máquinas, o Antimonitor surge das trevas e o ataca. Neste universo o Homem de Aço pode sofrer como qualquer mortal. Supermoça avança sem questionar, mesmo sabendo que algo que causou tamanha dor a seu primo, poderá matá-la.

A Doutora Luz ataca o Antimonitor, mas não consegue detê-lo. Supermoça ataca enlouquecida, destruindo o traje de contenção do Antimonitor, fazendo com que sua energia comece a dispersar-se, ela manda a Doutora Luz levar o Super-Homem ao encontro dos outros heróis enquanto há tempo. Mas Luz insiste em ajudá-la, num momento de descuido a Supermoça a atingida por uma rajada . O Antimonitor foge.
É um dos momentos mais emocionantes da série: Super-Homem a segura nos braços e a heroína morre. A fusão das Terras é contida, mas um preço alto é pago. Segue-se o funeral, onde Batmoça fala emocionada sobre amiga e heroína.

O próximo capítulo parece um pouco deslocado, mas se faz necessário para que se esclareça o que aconteceu ao Flash. Em meio às reações frente à morte da Supermoça, o Antimonitor já recuperado começa a construir um Canhão de Antimatéria, o Flash consegue livrar-se do domínio do Pirata Psíquico e o força a ajudá-lo a dominar os servos do Antimonitor que o atacam. O Flash assim chega a fonte de energia do canhão e correndo velozmente impede que a energia saia e a faz voltar para a máquina que se destrói. No entanto, durante sua corrida desesperada ele começa a viajar no tempo e seu corpo começa a destruir-se passando pelos diversos estágios que o vimos durante os primeiros capítulos da saga. É a morte de outro herói.



Crise nas Infinitas Terras - Mini série em três edições.
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04 Mar 2007, 17:41
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Post CRISE NAS INFINITAS TERRAS #3
CRISE NAS INFINITAS TERRAS #3
(CR#9: Zona de guerra; CR#10: Morte na Aurora do Tempo; CR#11: A nova Aurora; CR#12: A Crise final)

Tudo parece mais ou menos resolvido. A fusão das Terras está controlada, Lyla, Alexander Luthor e Pária falam na ONU para os representantes dos povos dos cinco planetas envolvidos. A ameaça imediata são os super-vilões. Wally West (Kid Flash) é convocado por Lyla e Joel Ciclone, eles precisam dele para ativar a Esteira Cósmica, uma máquina que permite a viagem de uma Terra para outra, assim eles poderão mandar os heróis para combaterem as forças malignas. A Aquamoça (Tula), durante uma batalha é envolvida por substâncias tóxicas, seu namorado Aqualad não consegue salvá-la. Os heróis chegam aos planetas invadidos e começam o combate com os supervilões.

Espectro aparece em meio as batalhas e anuncia que o Antimonitor ainda está vivo e que a destruição dos universos se aproxima, pois ele viajou no tempo rumo à Aurora dos Tempos, para o momento onde os Múltiplos universos surgiram, sendo assim ele irá mudar o curso da história, ele fará surgir apenas um universo de Antimatéria, para impedi-lo se faz necessária a cooperação entre heróis e vilões.

A viagem no tempo é preparada: os heróis irão para a Aurora dos Tempos enquanto os vilões deverão seguir para o momento em que Khrona, em OA, ativa o seu equipamento para ver o surgimento do universo. No momento da partida surge o Superboy da Terra-7, único sobrevivente de seu planeta. Os vilões acabam não conseguindo impedir Khrona, mas a força conjunta dos heróis, Magos e de Espectro impede o Antimonitor, mas uma grande mudança é operada: o que antes nasceu como os múltiplos universos agora surge como um universo unificado. Uma única Terra renasce!!

Nessa Terra renascida, estão reunidos elementos de todas as cinco Terras. Ninguém recorda-se do Super-Homem da Terra Paralela, nem sua mulher deixou nenhum vestígio. Ele encontra-se com o Super-Homem da Terra Ativa, Joel Ciclone e o Kid Flash, juntos remontam a Esteira Cósmica e tentam viajar de uma Terra para outra, mas o que eles encontra é apenas o NADA absoluto. O Super-Homem da Terra Paralela desespera-se. Na volta à Terra a esteira é destruída.

No espaço um grupo formado por: Delfim, Capitão Cometa, Adam Strange; Rip Hunter; o Homem Animal e o Cavaleiro Atômico; chegam à nave de Brainiac. Explicam o que está acontecendo. O computador vivo diz que só uma pessoa pode ajudá-los: Darkseid, o senhor de Apokolips.

Precursora convoca todos os heróis para explicar o que está acontecendo. Nesse universo renascido só houve um Batman, um Krypton e, conseqüentemente, um único Super-Homem e uma única Mulher-Maravilha. Os vilões não se recordam da batalha com o Antimonitor, mas todos os heróis se recordam. Por quê? Porquê todos estiveram na Aurora dos Tempos, no momento do renascimento. Por isso, só eles se recordam da CRISE. Esse é o capítulo das dúvidas e questionamentos: muitos heróis, questionam sobre como é possível eles estarem ali se suas Terras, seus passados nunca existiram.

De repente, a Terra é envolvida por trevas. É a volta do Antimonitor que leva a Terra para o seu universo de Antimatéria. A Precursora convoca um grupo formado pelos mais poderosos heróis das múltiplas Terras para combaterem o Antimonitor, novamente no seu universo de Antimatéria. O Portal é aberto por Alex Luthor. Ao chegarem ao universo de Antimatéria, o Flash volta a aparecer para Wally que corre desesperadamente atrás da imagem, mas ele acaba encontrando o inevitável: o Pirata Psíquico, completamente alucinado pede socorro e puxa o uniforme do Flash, que está soterrado por um monte de pedras.

O esforço conjunto dos heróis supostamente destrói o Antimonitor, mas quando eles estão voltando para o portal aberto por Alex que devolve a Terra ao universo positivo, o Antimonitor levanta-se novamente e acaba por atingir a Mulher-Maravilha com um raio. Mas ela não morre, apenas involui, sendo essa a única explicação plausível para o ressurgimento da personagem durante a série LENDAS.

A batalha final é travada apenas pelo Super-Homem da Terra Paralela e pelo Superboy da Terra-7.Mas Darkseid através de Alex Luthor , atinge o Antimonitor que enfraquecido é destruído definitivamente pelo Super-Homem. O universo de antimatéria começa a se autodestruir. Alex abre um portal para uma outra dimensão levando o SH e o Superboy. Na verdade antes do renascimento, Alex havia salvo a Míriam Lane, mulher do Super-Homem e os quatro partem para um lugar desconhecido.



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04 Mar 2007, 17:42
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REALMENTE NADA SE COMPARA A MAIOR SAGA JA FEITA POR GEORGE PEREZ E MARV WOLFMAN, CRISE NAS INFINITAS TERRAS TANTO PELA QUALIDADE DOS DESENHOS COMO O ENREDO!! ATÉ O MOMENTO NÃO VI NADA QUE SE PAREÇA COM "CRISE" TENHO A SAGA COMPLETA.

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O DESENHO NO BRASIL PARA EMPLACAR TEM QUE HAVER INCENTIVOS.


17 Apr 2007, 21:09
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